sábado, 6 de junho de 2015

O que é Cloud Computing? Entenda!


A expressão Cloud Computing ganhou força em 2008 mas, conceitualmente, as ideias por trás da denominação existem há muito mais tempo. Também conhecida no Brasil como “computação nas nuvens” ou “computação em nuvem”, a Cloud Computing se refere à noção de utilizarmos, em qualquer lugar e independente de plataforma, as mais variadas aplicações por meio da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em computadores locais.

Estamos habituados a armazenar arquivos e dados dos mais variados tipos e a utilizar aplicações de maneira on premise, isto é, instaladas em nossos próprios computadores ou dispositivos. Em ambientes corporativos, esse cenário muda um pouco: é relativamente comum empresas utilizarem aplicações disponíveis em servidores que podem ser acessadas por qualquer terminal autorizado. A principal vantagem do on premise está no fato de ser possível, pelo menos na maioria das vezes, utilizar as aplicações mesmo sem acesso à internet ou à rede local (off-line).

Por outro lado, no modelo on premise, todos os dados gerados ficam restritos a um único equipamento, exceto quando há compartilhamento em rede, coisa que não é muito comum no ambiente doméstico. Mesmo no ambiente corporativo, essa prática pode gerar algumas limitações, como a necessidade de se ter uma licença de determinado software para cada computador, por exemplo.

A evolução constante da tecnologia está fazendo com que o acesso à internet seja cada vez mais amplo e rápido. Esse cenário cria a condição perfeita para a popularização da Cloud Computing, pois faz com que o conceito se popularize. Com a Cloud Computing, muitos aplicativos, arquivos e dados, não precisam mais estar instalados ou armazenados no computador ou em um servidor. Esse conteúdo passa a ficar disponível nas “nuvens”, isto é, na internet! Ao fornecedor da aplicação, cabe todas as tarefas de desenvolvimento, armazenamento, manutenção, atualização, backup, escalonamento, etc. O usuário não precisa se preocupar com nenhum desses aspectos, apenas em acessar e utilizar.

Um exemplo prático de Cloud Computing é o Office Online, da Microsoft, serviço que dá acesso a recursos básicos de edição de textos, apresentações de slides, entre outras funcionalidades, de maneira completamente on-line. Tudo o que o usuário precisa fazer é criar uma conta e utilizar um navegador de internet compatível, que é o caso da maioria dos browsers da atualidade.


Características da Cloud Computing

Uma das vantagens da Cloud Computing, além do acesso a aplicações a partir da internet, sem que estas estejam instaladas em computadores ou dispositivos específicos, são bastante significativos:

- Acesso às aplicações independente do sistema operacional ou do equipamento usado;
- Não há preocupação com a estrutura para executar a aplicação - hardware, procedimentos de backup, controle de segurança, manutenção, entre outros;
- Compartilhamento de informações e trabalho colaborativo se tornam mais fáceis, pois todos os usuários acessam as aplicações e os dados do mesmo lugar: a nuvem;
- Dependendo do fornecedor, o usuário pode contar com alta disponibilidade: se um servidor parar de funcionar, por exemplo, os demais que fazem parte da estrutura continuam a oferecer o serviço;
- Melhor controle de gastos. Muitas aplicações em Cloud Computing são gratuitas e, quando é necessário pagar, o usuário só o faz em relação aos recursos que usar ou ao tempo de utilização. Não é necessário, portanto, pagar por uma licença integral de uso, tal como é feito no modelo tradicional de fornecimento de software;
- Dependendo da aplicação, o usuário pode precisar instalar um programa cliente em seu computador ou dispositivo móvel. Mas, nesses casos, todo ou a maior parte do processamento (e até mesmo do armazenamento de dados) fica por conta das "nuvens".

Note que, independente da aplicação, com a Cloud Computing o usuário não necessita conhecer toda a estrutura que há por trás, ou seja, ele não precisa saber quantos servidores executam determinada ferramenta, quais as configurações de hardware utilizadas, como o escalonamento é feito, onde está a localização física do data center, enfim. O que importa é saber que a aplicação está disponível nas nuvens!


Veja alguns exemplos de aplicações em Cloud Computing

Os termos Cloud Computing e Computação nas Nuvens são relativamente recentes mas se analisarmos bem, veremos que a ideia não é, necessariamente, nova. Serviços de e-mail, como Gmail e Yahoo! Mail; "discos virtuais" na internet, como Dropbox ou OneDrive; sites de armazenamento e compartilhamento de fotos ou vídeos, como Flickr e YouTube. Todos são exemplos de recursos que, de certa forma, estão dentro do conceito de computação nas nuvens.

Esses serviços mencionados não são executados no computador do usuário, mas pode ser acessado de qualquer lugar e muitas vezes sem pagar licenças de software. No máximo, paga-se um valor periódico pelo uso do serviço ou pela contratação de recursos adicionais.


Cuidados para evitar problemas

Há uma quantidade imensa de serviços nas nuvens. No meio corporativo, há opções que atendem de pequenas empresas a companhias que figuram entre as mais valiosas do mundo. Tamanha diversidade exige cuidados para evitar que as vantagens se transformem em prejuízo ou desperdício de recursos.

Uma dessas medidas é a avaliação precisa de necessidades, do contrário, uma organização pode contratar serviços cuja capacidade está acima do necessário, gerando custos indevidos.

Outra medida é a desativação de recursos contratados no tempo certo. Se uma empresa utiliza serviços que cobram por hora, por exemplo, é importante desativar a ferramenta durante períodos em que não há demanda (como em feriados).


Um pouco sobre a história da Cloud Computing

Computação nas Nuvens não é um conceito claramente definido. Não é uma tecnologia pronta que saiu de laboratórios para o mercado. Isso faz com que seja difícil identificar com precisão a sua origem. Mas há alguns indícios bastante interessantes.

Um dos principais nomes por trás da criação do que conhecemos como inteligência artificial foi o pesquisador John McCarthy, falecido em outubro de 2011, se destacou na pesquisa da linguagem Lisp, até hoje aplicada em projetos que utilizam tal conceito. Ele também idealizou, no início da década de 1960, a computação por tempo compartilhado (time sharing), no qual um computador pode ser utilizado simultaneamente por dois ou mais usuários, aproveitando especialmente o intervalo de tempo ocioso entre cada processo e aproveitando melhor o computador.

Quase que na mesma época, o físico Joseph Carl Robnett Licklider entrou para a história ao ser um dos pioneiros da internet. Isso porque, ao fazer parte da ARPA (Advanced Research Projects Agency), lidou com a tarefa de encontrar outras utilidades para o computador que não fosse apenas a de ser uma "poderosa calculadora". Licklider foi um dos primeiros a entender que os computadores poderiam ser usados de maneira conectada, de forma a permitir comunicação de maneira global e, consequentemente, o compartilhamento de dados.

Qualquer tentativa de definir o que é Cloud Computing pode não ser 100% precisa. As ideias por trás da noção de computação nas nuvens são muito novas e as opiniões de especialistas em computação ainda divergem.

Ainda há muito trabalho a ser feito. A simples ideia de determinadas informações ficarem armazenadas em computadores de terceiros (no caso, os fornecedores de serviço de clouds), mesmo com documentos garantindo a privacidade e o sigilo, preocupam pessoas e, principalmente, empresas, razão qual esse aspecto precisa ser melhor estudado.

De qualquer forma, a Cloud Computing é um caminho sem volta. A constante ampliação dos serviços de acesso à internet e o advento dos dispositivos móveis (smartphones, tablets, smartwatches e semelhantes) abrem cada vez mais espaço para as aplicações nas nuvens - um conceito depende do outro para gerar valor a usuários e organizações.



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Por: Emerson Alecrim, em 23/12/2008 - atualizado em 04/03/2015

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